Citação literária

"A literatura, como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta"

Fernando Pessoa

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Tecendo Uma Rede de Leitura realiza sarau poético na Vila




Poesias e apresentações emocionantes marcaram o Sarau Vila Poética, realizado no dia 17/08, na Biblioteca Comunitária Vila Aracy, em Parada Angélica, uma das integrantes da nossa rede.

Convidados, como Encantadores de Letras, Clínica Rapsíquica, BF União Ativa, Coletivo Faim, Izzi Bey entre outros parceiros animaram a tarde, entre gotas de poesia, sussurro poético e libertação de livros.



Os convidados, além de prestigiarem as poesias de autores da Baixada, como Fabiana Esteves, Elizabete Nascimento, Nice Neves, O possível Wnadersons e Fabiola Alves, também apreciaram o varal BXD Fotográfico, de Marcos Maciel. A iniciativa é uma exposição de fotografia com trabalhos de fotógrafos e fotógrafas da Baixada Fluminense.



Entre uma surpresa e outra, tivemos a participação do jovem autor Gustavo Butta, 8 anos, filho da escritora Nice Neves, lendo uma história de sua própria autoria sobre o personagem Menino Maluquinho, criação de Ziraldo. Sua presença e participação em nosso sarau representa a geração de novos leitores e escritores, especialmente em nossa região.



Viva a leitura que gera transformação social.



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Tecendo Uma Rede de Leitura recebe Conceição Evaristo




A nossa Rede de Bibliotecas Comunitárias Tecendo Uma Rede de Leitura recebeu a escritora Conceição Evaristo, no dia 06/08, para realizar a Oficina de Autora: "Memórias e Escrevivência", no Sesc-Duque de Caxias, para um público majoritário de professores, educadores, bibliotecários, parceiros do município, além de integrantes das redes Baixada Literária (Nova Iguaçu), Mar de Leitores (Paraty) e Litera Sampa (São Paulo).

"A escrita não pode fazer sentido só para si. Ela tem que fazer sentido para o outro", afirma a autora, que tem a escrita como ato literário e político.



A atividade faz parte do projeto Oficina de Autora/Autor do Itaú Social, desenvolvido em conjunto com a Mina Comunicação e Arte em parceria com a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC). A oficina
tem como objetivos apoiar o desenvolvimento teórico do conceito-ideia Escrevivência, criado pela escritora, e transferir este conhecimento por meio de duas ações do Programa “Letras e Números”.

“A escrita tem que ser um texto que tenha uma relação, uma ressonância com a continuidade. É uma escrita de um sujeito que não pode fazer sentido só para si. Tem que fazer sentido para o outro. Não é só escrever sua história. Ela só faz sentido se for “argamassa” para a vida de outros”, explica Conceição, autora de livros, como Olhos d’água (2014) e Ponciá Vicêncio (2003).



Os participantes aproveitaram momentos de vivências, trocas e aprendizados, onde cada um levou consigo um pouquinho de Conceição Evaristo, que tem a escrita como ato literário e político, rompendo o imaginário de que só determinadas classes sociais produzem escritores.





quarta-feira, 10 de julho de 2019

Seminário promove diálogos com políticas públicas sobre o livro e leitura


Abertura do VI Seminário sobre literatura como direito humano com a participação do poder público e da sociedade civil. Fotos: Tayana Leôncio

Debater sobre o desenvolvimento e efetivação de políticas públicas de apoio ao livro e à leitura, como instrumentos de conhecimento, discernimento e possibilidades que gerem transformação social, foram os objetivos da sexta edição do seminário da Rede de Bibliotecas Comunitárias Tecendo Uma Rede de Leitura, realizado no dia 26/06, no Museu Ciência e Vida, no Centro de Duque de Caxias.

O seminário, que teve como tema “Literatura como Direito Humano: Diálogos com Políticas Públicas”, reuniu representantes do Poder Público e da Sociedade Civil da área de Educação e Cultura, além de uma de nossas gestoras, da Biblioteca Comunitária Josimar Coelho da Silva, Shirley Garrido, o consultor internacional em políticas públicas de livro, leitura, literatura e bibliotecas, José Castilho Marques Neto, a representante da sociedade civil no Grupo de Trabalho do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Helenita Beserra, a representante da Rede de Bibliotecas Comunitárias Baixada Literária, de Nova Iguaçu, Monica Verdam, a coordenadora de Leitura Literária na Secretaria Municipal de Educação, Penélope Cavalcante, a assessora da presidente da Comissão de Cultura e Educação da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, Thayza Fernanda, a secretária Municipal de Cultura e Turismo, Danielle Marques e o coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo,Wilson Wil. A mediação ficou com outra gestora de nossa rede, da Biblioteca Comunitária MANNS, Maria Chocolate.

“Nossa luta vem de muito tempo. Nós estamos crescendo, expandindo. Somos sete, entre espaços e bibliotecas, lutando juntos, e a gente tende a expandir cada vez mais. Porque a gente não sonha sozinho. A gente sonha alto e estamos de braços abertos para receber grupos e espaços que querem vir junto com a gente”, diz Shirley Garrido ao referir-se sobre a luta pelo livro e leitura como um direito.

Shirley Garrido fala sobre os objetivos da rede e a luta pelo PMLLLB.

O novo decreto, que formaliza o grupo de trabalho do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLLB), foi publicado pelo prefeito no Diário Oficial, no dia 10 de junho, em que consta o esboço do plano com todas as informações e necessidades das cadeias mediadoras, criativas e produtivas.

“O ideal, para a gente, é uma biblioteca pública por cada distrito, mas que seja equipada e de qualidade. Porque só aqui no Centro não contempla muito quem está lá no terceiro ou quarto distrito. E, em nosso plano, tem lá, nossa meta, nosso sonho, que cada distrito tenha uma boa biblioteca pública funcionando, que as bibliotecas comunitárias se fortaleçam e cresçam e que as bibliotecas escolares cada vez mais, também, possam se fortalecer e crescer”, completa Shirley, dando início ao Seminário para a discussão entre esses diálogos e reflexões.

O consultor José Castilho ressaltou a importância dessa luta e o trabalho que deve ser feito em uma ação conjunta. “Os eixos do Plano são nossas conquistas, da sociedade brasileira, que vem lutando há anos. Quando se tem um plano, tem um eixo, um rumo, você sabe onde quer seguir. O Plano unifica as ações de cidadania e luta", afirma Castilho.

José Castilho conta a trajetória e conquistas do PNLL.

“Os alicerces vem da ação conjunta entre cultura e educação e entre Estado e sociedade. Nós não podemos perder esses alicerces. Construímos essa trajetória, nos últimos 15 anos, com esses alicerces. Cultura e educação têm que andar juntas. Estado e sociedade têm que andar juntas. Se falha um, pode até dar certo, mas alguma coisa vai faltar”, completou, lembrando toda a trajetória e luta do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Monica Verdam destacou algumas ações em conjunto que a Tecendo Uma Rede de Leitura e a Baixada Literária realizaram. Entre essas ações está o processo de aprovação do Plano a nível estadual. “Em 2016, quando nosso Plano foi aprovado (Nova Iguaçu é o único município do Estado do Rio que tem o PMLLLB aprovado), nós fomos lutar junto com a Rede Tecendo pela aprovação do Plano Estadual no Rio de Janeiro, que foi concretizado em dezembro de 2018. Ele foi aprovado com vetos orçamentários. Nós fizemos um movimento no início deste ano e a pauta voltou para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e os vetos foram derrubados”, lembrou.

Monica Verdam relembra as ações realizadas em conjunto entre as redes de Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

“Temos que fortalecer Caxias para que seja o próximo município a aprovar o Plano. Um município de grande potência no estado. Nova Iguaçu e Duque de Caxias são de grande potência que podem fazer com que o estado do Rio de Janeiro seja mais valorizado”, afirmou em sua fala, Monica Verdam.

O coordenador de Comunicação Wilson Wil, em nome da secretaria de Cultura e Turismo de Caxias, destacou a importância do trabalho das bibliotecas comunitárias e a produção dos escritores. “A gente sabe da importância das bibliotecas comunitárias. Sabemos, também, que tem a questão das livrarias fechadas, a questão das gráficas, a produção... A gente que faz literatura tem que entender que existe o outro lado, da pessoa que cria a história, que possa realmente ter incentivo e proteção autoral”, disse.

Wilson Wil fala sobre a importância da proteção autoral do trabalho das bibliotecas comunitárias pelo PMLLLB.

“É tudo um trabalho intelectual, criativo, didático e pedagógico que a gente tem que ter na mente e fazer avançar. A gente precisa estar junto, a gente precisa buscar este objetivo para que a gente possa fazer este Plano muito alinhavado. Então, a gente está caminhando”, destacou.

A secretária de Cultura Danielle Marques lembrou dos recursos em que o edital do Fundo Municipal de Cultura está prevendo. “Nesse edital que a gente vai fazer pela primeira vez, 60% é dedicado para fomentar a cultura local e a gente votou para que todas as áreas da cultura fossem contempladas. A área da leitura é uma delas que a gente pode contemplar e a gente vai ter recurso neste edital para poder fomentar a cultura no município. Estamos pensando em valores, entre 5 mil e 10 mil reais”, explicou.

Danielle Marques fala sobre o Fundo Municipal de Cultura, que prevê orçamento para a área da leitura.

“As bibliotecas comunitárias fazem um trabalho como ninguém. Mostram para as crianças a importância do seu bairro, a importância do seu vizinho, da sua comunidade”, elogiou a secretária.

“Nós temos um Plano referencial que conta com a participação da sociedade civil dentro da elaboração. É no município, nesta territorialidade que acontece o Plano Nacional do Livro e Leitura”, afirma o consultor internacional José Castilho sobre o papel importante de se aprovar e executar um Plano Municipal, que atenda aos anseios de toda a cadeia do livro.

O Seminário teve como abertura a intervenção literária das nossas jovens mediadoras de leitura Leydmilla e Vanessa. além da participação dos coletivos Encantadores de Letra e do Clínica Rapsíquica, os poetas do vagão, que encerraram o evento.

Jovens mediadoras de leitura Vanessa e Luciana realizam intervenção literária na abertura do Seminário.

Clínica Rapsíquica, projeto do Coletivo Poetas do Vagão, encerra o evento.

Coletivo dos escritores de Duque de Caxias, Encantadores de Letra, presente com suas obras no VI Seminário.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

A arte de encantar pela literatura


Uma noite para lembrar que a literatura vai além dos livros e encanta a todos.


No dia 31/05, a nossa Rede de Bibliotecas Comunitárias Tecendo Uma Rede de Leitura em parceria com o Coletivo Encantadores de Letras realizaram a segunda edição do Sarau Encantado, com a poetisa homenageada Izabel Lopes, na Biblioteca Municipal Governador Leonel de Moura Brizola, Centro de Duque de Caxias. Uma noite de histórias, sorrisos e olhares encantadores em o público pode sair... encantado.

A poetisa homenageada, Izabel Lopes, conta a importância da literatura como superação de obstáculos.

“A literatura é importante na vida dos adultos, dos educandos, dos docentes, no sentido de que abram possibilidades de criação, de pensamento crítico, de oportunidade, de produzir seus próprios trabalhos a partir da vivência que a literatura tem trazido no coração deles (sic)”, conta Izabel Lopes, que também é professora.

Grupo de teatro Lerarte apresenta a esquete "O caso do espelho".


O evento teve apresentação do grupo de teatro Lerarte, da Escola Municipal Olga Teixeira de Oliveira, formado por alunos com 14 e 15 anos, que apresentaram a esquete “O caso do espelho” de Arthur Azevedo. O Lerarte é, também, uma das iniciativas que a poetiza criou na escola, influência do tempo em que escrevia histórias para teatro quando era criança.

Ritmo e poesia com o Grupo Clínica Rapsíquica, do Coletivo de Poesias Poetas do Vagão.


O Grupo Clínica Rapsíquica do Coletivo de Poesias Poetas do Vagão foi outra atração da noite que encantou o público com ritmo e poesia, expondo os problemas sociais e a importância da educação nos dias de hoje.

A sexta-feira encantadora encerrou-se com poemas recitados por escritores, poetas, artistas e outros amantes da literatura. “Então, a literatura abre horizontes, ela torna a pessoa mais sensível e abre caminhos para também ser um escritor, também ser um produtor, também ser um criador de situações que envolvam sentimentos de trazer alegria ao outro por meio das palavras (sic)”, explica Izabel.

Um verdadeiro sarau encantado para aqueles que tiveram a oportunidade de conferir de perto.

Tecendo Uma Rede de Leitura e o Coletivo Encantadores de Letras reunidos na segunda edição do Sarau Encantado.



terça-feira, 7 de maio de 2019

Tecendo Uma Rede de Leitura realiza terceiro encontro de bibliotecas comunitárias em Xerém


Encontro reuniu bibliotecários e diversas representações do livro e da leitura na Biblioteca Pública Ferreira Gullar de Xerém. Crédito: Charles Monteiro


“Um olhar para além da leitura” foi o tema escolhido para o 3º Encontro de Bibliotecas Comunitárias, Públicas, Escolares e Espaços de Leitura de Duque de Caxias, realizado pela nossa Rede, no dia 03/04, na Biblioteca Pública Ferreira Gullar, em Xerém.


Reflexões sobre o livro e a leitura e a importância das bibliotecas na sociedade atual foram os principais pontos discutidos entre bibliotecários, mediadores de leitura, gestores de bibliotecas e espaços de leitura e outros profissionais e amantes da literatura e do livro, que estiveram presentes no encontro.


“Temos que entender que a função principal das bibliotecas e salas de leitura são de empréstimo de livro. Os eventos são secundários e isso não é uma coisa ruim. No final, essas atividades se complementam. Triste é assistir algumas bibliotecas se tornando salão de festa e perdendo a sua essência”, conta a bibliotecária do Estação Leitura, Bianca Ferraz.

Bianca Ferraz, da Estação Leitura, comentou sobre a importância do papel das bibliotecas na sociedade atual.

“Foi uma experiência muito gratificante conhecer pessoas que estão se mobilizando para colocar o livro e a leitura em lugar de destaque. Aprendi muito nesse encontro e espero contribuir para que os projetos cresçam e que possamos lutar juntos em defesa do PMLLLB”, completa.


Outro ponto discutido foi a construção e a aprovação do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLLB). “A partir do momento que a gente faz essas ações, a luta pelo Plano, a gente traz benefícios para todas as outras bibliotecas, também”, conta o gestor do Tapete Literário, Fernando Trajano, um dos espaços de leitura que compõe a nossa Rede de Bibliotecas Comunitárias Tecendo Uma Rede de Leitura.


O produtor cultural do coletivo Cineclube Imbariê nos Trilhos, Marcos Maciel, ressaltou a importância do trabalho em rede para fortalecer os espaços de leitura e comentou a situação atual da Biblioteca Pública de Imbariê.

Produtor cultural Marcos Maciel ressaltou o trabalho em rede e lembrou o caso atual da Biblioteca Pública de Imbariê, que necessita de reparos para voltar a funcionar.


“Eu acho que as redes da sociedade civil só coexistem dessa forma, trabalhando em rede. A Biblioteca de Imbariê, que está anexa à Casa Brasil, foi municipalizada há uns dez anos. Há quatro anos houve um vazamento no teto de lá,onde se perderam mais de 90% dos títulos de livros doados. O que restou a Prefeitura colocou numa sala, que está estragando até hoje”, relata o produtor.


“Então, estou aqui hoje, principalmente, participando e pedindo ajuda da Rede Tecendo para que possamos, junto com outros movimentos culturais, voltar com a Biblioteca Pública de Imbariê”, complementa.


Para a gestora da Biblioteca Ferreira Gullar, Márcia da Silva, foi um evento muito importante para conhecer, também, outras pessoas que atuam pela causa do livro e leitura. “Eu achei importante as falas que foram feitas aqui, porque a gente tem que fomentas esse trabalho com a leitura, e nós estamos aqui, realizando esse trabalho que é de incentivo ao hábito da leitura”, avalia Márcia.

Gestora da Biblioteca Pública Ferreira Gullar, Ana Cláudia Verdan, destacou a importância do encontro.


“É muito importante conhecer outras pessoas que também fazem esse trabalho com carinho e amor”, finaliza.


O evento contou com as mediações de leitura de Lídia Maria, da Biblioteca Comunitária Josimar Coelho da Silva e de Eduardo Almeida, da Biblioteca Comunitária Vila Aracy, ambas da Tecendo Uma Rede de Leitura.

Mediador de leitura da Biblioteca Comunitária Vila Aracy, Eduardo Almeida, realizando mediação de leitura durante o encontro.

Mediadora de leitura da Biblioteca Comunitária Josimar Coelho da Silva, Lídia Maria, realizando mediação de leitura durante o encontro.



Ao final foram entregues exemplares do livro "Expedição Leituras - Tesouros das Bibliotecas Comunitárias no Brasil", organizado pela Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC), às gestoras da Biblioteca Ferreira Gullar, Ana Cláudia Verdan e Márcia.

Maria Chocolate, da Biblioteca Comunitária MANNS, entrega o livro Expedição Leituras - Tesouros da Bibliotecas Comunitárias no Brasil às gestoras da Biblioteca Ferreira Gullar Ana Cláudia Verdan e Márcia da Silva.